AMBIENTE DO MEIO

Informação de qualidade sobre o Meio

Ano Internacional de Saneamento

Escrito por Ana Marina Martins de Lima em 18/08/08

 Por Suelene Gusmão

Para celebrar 2008 como o Ano Internacional do Saneamento, o governo planeja lançar até o final do ano um pacto socioterritorial do saneamento na promoção da cidadania. O acordo terá a participação da sociedade e funcionará como um mecanismo de viabilização do Plano Nacional de Saneamento (Plansab), em construção e previsto para ser finalizado em abril de 2010.

O Plansab será o instrumento central do governo para o cumprimento das diretrizes da Lei de Saneamento Básico e das Metas do Milênio e a palavra definitiva sobre o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, o manejo de resíduos sólidos e o manejo de água pluviais.

Antes de fazer parte do Plano Nacional de Saneamento, as definições deverão ser apreciadas pelos conselhos nacionais de Meio Ambiente (Conama), de Recursos Hídricos (CNRH), de Saúde (CNS) e das Cidades.

O primeiro passo para a concretização do Pacto pelo Saneamento Básico será a construção coletiva do que vem sendo chamado de metodologia do plano. Essa metodologia definirá, por meio de audiências públicas, os objetivos, diretrizes, estratégias e instrumentos técnicos, operacionais da elaboração do Plansab.

A coordenação desse processo está a cargo do Ministério das Cidades e conta com a participação dos ministérios do Meio Ambiente, da Saúde e da Integração.

O Ministério do Meio Ambiente vem participando dessas discussões por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e da  Como coordenador nacional dos sistemas nacionais de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos, o MMA já vem contribuindo para os programas e ações de saneamento básico definidas por bacias hidrográficas com o Plano Nacional de Recursos Hídricos e ainda com os planos regionais de Gestão Associada e Integrada de Resíduos Sólidos, atualmente aplicados em 16 estados brasileiros.

Pela Agência Nacional de Águas, com o conjunto Atlas (Abastecimento Urbano de Água), que tem como objetivo promover o diagnóstico das condições atuais de oferta de água, no que se refere à qualidade e à quantidade. Existe ainda o Programa de Despoluição de Bacias Hidrográficas que atua especificamente na área de tratamento de esgotos.

 

Fonte: http://www.mma.gov.br

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Descarte de Resíduos de Medicamentos

Escrito por Ana Marina Martins de Lima em 18/08/08

 Vital Ribeiro ( CVS- SP)

Resíduos de medicamentos requerem cuidados especiais, o primeiro deles é separar os que apresentam riscos ambientais e ocupacionais, reservando a eles cuidados que impeçam a exposição de pessoas ou contaminação do ambiente. Quanto aos não que não são classificados como RSS perigosos, existe a possibilidade de reciclagem das embalagens, não apenas as secundárias (caixas, bulas, cartuchos…), como também as primárias (que não podem ser recicladas no caso de risco químico). Caso se opte por seguir a recomendação da reciclagem, uma importante questão deve ser observada.

Conforme notícias recentes, um grande escândalo de falsificação de medicamentos que virou manchete nos jornais de Bogotá, teve como fonte de matéria prima, as embalagens de medicamentos verdadeiros descartadas ou desviadas de hospitais.

A falsificação usando parte do material original de medicamentos verdadeiros torna-se mais difícil de ser percebida.

Por esse motivo, devemos divulgar a importância de que estabelecimentos de saúde, que descartam regularmente embalagens de medicamentos como lixo comum ou reciclável, tomem cuidados em relação a garantir uma destinação adequada e segura.

A forma mais garantida é a descaracterização dessas embalagens. Triturar ou mesmo rasgar papeis, plásticos, quebrar frascos, são medidas necessárias. Existem equipamentos que automatizam esse processo, mas em pequenas unidades, isso pode ser feito manualmente.

Acho que é uma questão de responsabilidade social e ambiental, mesmo quando se entrega resíduos que serão enviados para incineração, não se pode ter total segurança quanto a esse tipo de crime, que tem início com a colaboração de funcionários de serviços de higiene, enfermagem, coleta e transporte, ou mesmo catadores de rua ou de usinas ou empresas de reciclagem. 

Vejam no link abaixo uma das notícias sobre o problema detectado na Colômbia. Não considero tão improvável que uma coisa parecida possa acontecer no Brasil.

http://www.eltiempo.com/colombia/justicia/2008-07-27/index.html

Foto: HomeroRoberge/PMT

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